DESPEDIDA…
15 de junho de 2006
no dia que eu parti… o céu estava cinzento; era outono,e pouco restava de mim. o vento estava presente, as folhas caiam em prantos; meus dias chegaram ao fim.
no dia que eu parti… o céu estava cinzento; era outono,e pouco restava de mim. o vento estava presente, as folhas caiam em prantos; meus dias chegaram ao fim.
acordei…renovada. depois de tantos anos, sem dormir…tranquila. como é bom retornar a vida; e ver tudo com outros olhos. hoje;contemplo meus dias; sem a nevoa cinzenta,em meu olhar; que me impedia de ser feliz. viver me parece mágico; um sonho acordada. toda tristeza foi embora. caminho agora,numa só direção. tendo a certeza;que alguém zela por mim. e aguarda de braços abertos. ..a minha chegada.
lembra daquele dia… em que livres caminhamos; e unimos para sempre, os nossos passos em um abraço. lembra daquelas palavras; que sussurrou em meu ouvido. e unimos nossos corpos, e dizia ser um abrigo. lembra bem daquela manhã; e que nela fizemos inesquecivel, pois alem de um amigo, você foi meu paraiso.
caminhava só e silenciosa… não havia nada em meu pensamento; me extressava só em pensar em tudo,que estava passando. minha vida era uma incerteza. de certo ja não sonhava mais; vivia triste,murmurando,.me sentia um resto;ou melhor uma sombra; de uma vida que não deu certo. lembro-me era uma tarde de primavera; mas eu me escondia do dia; e só a noite me dava a garantia; que ninguem;ia ver tanta tristeza estampada; em meu olhar. evitava tudo que eu mais gostava de fazer; caminhar sem pressa,rir de coisas banais… antes havia harmonia em mim; e agora,parecia que nada mais me pertencia, sentia me uma fugitiva… alguém que foge de si mesma.
sinto me só… nada está bom. perco me em sonhos,meu pensamento voa. feliz de quem ,não nasceu poeta; feliz de quem, nasceu normal. loucos só os escolhidos, e tinha que ser comigo! sempre me encontro assim,comigo mesma. os normais fogem,nunca se encontram, talvez,nunca estejam tão perdidos. a impressão que eu tenho e que para sair algo;primeiro começa; uma implosão interior,ou então uma coisa tão estranha…que mas parece uma psicografia.
sempre cabisbaixo vai… alguém tão triste; que a sorte esqueceu. parece ter um século de tristeza. ou então que já morreu. parece que a vida o deixou passar; e a felicidade nunca quis lhe dar, é alguém que muito chorou, é alguém que nunca sorriu, é alguém que sempre sentiu… dor, tristeza, e rancor. esse alguém é o autor.
no apíce da loucura,me encontro. nem o desejo de te encontrar me encanta. vivo dias;infinitamente vazios. meu coração descompassado; minhas mãos trêmulas;minha rouca voz. e a solidão de não ter você; destrói cada parte de meu ser.
loucos dias…longos dias. onde a tristeza jaz em meus pensamentos; as vezes é quase impossível;conviver comigo mesma. temo…em sair de mim,e poder libertar; algo aprisionado em meu ser! gostaria muito, que eu fosse: uma pessoa comum; sem grandes,sonhos…mais tranquila…menos questionadora. mas dentro de mim,mora um vulcão…por ora adormecido;mas quando reage entra dias em erupção.
não sufoque as lágrimas; deixe que elas corram; chorar faz bem para a alma… os que choram serão consolados. jamais lamente, um por tanto; viver sem encanto,sem rolar um pranto; e o mesmo que não ter vivido; e apenas ter comprido; uma parte sombria da vida. erga o olhar,recomece,não desista; comece tudo outra vez,se é amar…ame. se é sonhar…sonhe. vale a pena,mas se permita as vezes; o lamento.